
"A não ser que me expliquem por que vai haver uma recessão no Brasil, isso não existe. Acho que nem a oposição acredita nisso." (Dilma Rousseff, ministra-chefona da Casa Civil da Presidência da República, hoje, no G1)
Amigas(os) leitoras(es):
Ao completar-se um mês de atividades deste chalezinho, resolvi, finalmente, estender seu prazo de validade... Cheguei a pedir a doce ajuda de uma dulcíssima blogueira, para uma leve repaginação, mas ela só poderá dar-me a mãozinha (handjob, rsss) no fim de semana.
E eu não poderia deixar passar em branco a mais nova cretinice, dita em nome do atual governo, por alguém que se pretenda representante máxima do próximo governo.
Tudo bem, não intento ofendê-la, insinuando eventuais preferências sexuais. Se ela for sapata, tô pouco lixando, não é este o problema (e não é da conta de ninguém)... Além disso, meu amigo decanão MR (que conviveu muito de perto com a figura... rsss), jura de pé junto que ela é chegada em comportamentos mais, digamos, ortodoxos. Mas, com todo o respeito, que ela não teria muitas dificuldades se fosse aprovado um imposto sobre a beleza (como sugere meu amigo Mr Almost), ah... isto não teria mesmo! (Acho que até o Serra é mais bonito que ela... rsss)
Muito bem, já que a ministra não sabe porque corremos sérios riscos de recessão, eu explico:
1- Ao contrário das crises financeiras mais recentes, esta não se originou na periferia do sistema, mas na maior economia do planeta. Que inevitavelmente fará ajustes. Em que medida e quanto tempo durarão, só esperando o negão assumir a presidência do Big Brother.
2- Sejam quais forem (e sua extensão) as medidas lá tomadas, não o serão no sentido da expansão daquela economia e do comércio internacional. É de se esperar efeitos negativos diretos, pela redução do fluxo de capitais e, indiretos, pela contração do comércio.
3- Em ambos os casos o Brasil é fortemente atingido, deixando de ter uma fonte barata de "financiamento" e sofrendo com a queda dos preços e volumes das exportações. E já não temos superávits comerciais há algum tempo, vale dizer, aquilo que a ministra chama de "diferencial" dessa crise, uma relativa folga cambial, tende a esfumar-se ao longo dos próximos meses.
4- A taxa de crescimento econômico é função do nível de investimento, todos sabem. Seria bastante razoável esperar que este, na sua parcela privada, se reduza em decorrência da crise. Pela piora do ambiente econômico e pelos impactos diretos sobre setores exportadores e outros atingidos pela crise internacional.
5- O investimento do setor público (federal), aquele amontoado de projetos mequetrefes que ganhou o nome de PAC, nem de longe seria capaz de compensar uma esperada queda do investimento privado. Isto, supondo-se que ele fosse efetivamente implementado, o que parece mais remoto que o Quércia deixar Aécio candidatar-se à Presidência pelo PMDB...
6- A equipe de governo de Lula, especialmente a econômica, parece ter o dom da palavra, no pior sentido possível. Falam pelos cotovelos, aos borbotões, uma coisa de manhã outra à noite... E a ministra parece que é do mesmo time. Ou seja, como se não bastassem os problemas reais, ainda há um bando de boquirrotos a provocar mais instabilidade e insegurança.



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