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sexta-feira, 16 de abril de 2010

RECUSE IMITAÇÕES!

Como é sobejamente sabido, Belo Horizonte tem uma das maiores taxas de boteco per capita do planeta. Consta que existem mais de 12 mil! Luciana G, minha consultora para assuntos "botequícios", diz já ter conhecido (pessoalmente) 12.345... rss

Fato é que nasceu aqui, em 2000, um dos maiores eventos gastronômicos do país, o Comida di Buteco. A idéia original, de premiar o melhor tira-gosto da cidade, foi do gastrônomo Eduardo Maya e hoje acontece em outras 10 cidades (Rio de Janeiro, Salvador, Goiânia, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Poços de Caldas, Uberlândia, Montes Claros e Ipatinga), como uma espécie de "franquia". Mas é claro que só aqui se tem a autêntica culinária mineira...

Na primeira edição eram 10 bares. Atualmente considera-se 41 o número ideal. Este ano, como em anteriores, cerca de 10% dos bares localizam-se no bairro onde moro, o Prado. E o "tema" dos tira-gostos é o jiló...

Jiló Massa e Lombolinha na Cachaça (lombo suíno empanado com gergelim e alecrim ao molho de mostarda com cachaça e vinagrete de jiló servido na massinha de pastel), no Agosto Butiquim, pertinho da minha casa....


O prato com o nome mais divertido é "Jiló, Se Não Gosta Me Dá o Seu!" rss (aqui para a lista dos bares e respectivos pratos)
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

NOTÍCIAS DO PLANETA MINAS (2)

SONS DE MINAS


 Sino de igreja em Itapecerica (MG).


Ontem o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) concedeu aos toques de sinos em Minas o título de patrimônio imaterial tombado. O pedido, encaminhado pela cidade de São João Del Rey, era analisado pelo Iphan desde 2002. Além dessa cidade foram também contempladas Congonhas, Ouro Preto, Mariana, Diamantina, Serro, Sabará, Tiradentes e Catas Altas.
 
A tradição remonta aos tempos coloniais e estava em vias de se perder por falta de manutenção dos sinos e sua substituição por equipamentos eletrônicos. "(...) os toques são religiosos e têm finalidade social ou de defesa civil. Com sinais bem característicos, os nomes dos toques dos sinos, principalmente os repiques, foram criados pelos sineiros no tempo colonial e preservados na tradição oral. Os mais conhecidos são Ângelus, exéquias, cinzas, finados, passos, treva, toque da ressurreição, Te Deum, incêndio, agonia, fúnebres, festivos, de parto, posse de irmandade, de almas, de missas, Natal, ano-novo, das chagas ou morte do Senhor" (citação daqui). "Muitos toques foram criados pelos próprios sineiros e a tradição foi sendo passada de pai para filho. A linguagem dos sinos de São João Del Rei possui as seguintes modalidades de toque: dobre simples (quando o sino cai pelo lado em que está encostado o badalo, ocasionando uma só pancada em cada movimento); dobre duplo (quando o sino cai pelo lado contrário em que está encostado o badalo, ocasionando duas pancadas em cada movimento); e repiques (quando o movimento é feito somente pelo bater do badalo, com o sino parado)" (citação daqui).

Com a proclamação espera-se que possam se viabilizar propostas como a criação do Museu do Sino e medidas para o aprendizado de novos sineiros e de conservação dos sinos.




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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

NOTÍCIAS DO PLANETA MINAS (1)

OS AZUIS DE BAX
























A idéia dessa nova série é destacar alguns temas, importantes em Minas, mas que provavelmente não terão grande repercussão nacional, dado o caráter pouco regionalista da chamada grande imprensa brasileira.

Lamento começar com uma notícia triste: a morte, ontem, do pintor mineiro Petrônio Bax, aos 82 anos. Descendente de holandeses e integrante da primeira geração de alunos de Guignard, é considerado um dos mais importantes artistas plásticos de Minas Gerais, com projeção inclusive internacional. Em sua obra, única e sui generis, Minas aparece como paisagem submersa e das profundezas da religiosidade nascem azuis.



Só tomei contato com sua obra bem recentemente, na comemoração dos 80 anos do pintor; mas tempo o bastante para apaixonar-me pelos azuis de indescritível beleza e o surrealismo das igrejas no fundo do "mar" de Minas.
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