PARA CELSO CHORIK
É reconhecido em todo o mundo (talvez mais lá fora que aqui) o talento musical brasileiro nesse instrumento. A tradição é espanhola, mas quase é possível afirmar que existe uma escola genuinamente brasileira de violão, tamanho o seu uso nas composições (desde Villa-Lobos), as múltiplas influências que recebeu de outras origens e os grandes instrumentistas que aqui se formaram (concertistas "clássicos" ou populares).
Apesar de certa limitação harmônica, dada a disposição das cordas e sua respectiva amplitude musical, é um instrumento belíssimo que, tocado por virtuoses (que superam aquela limitação), leva a novas sonoridades e encantamentos.
Inicio aqui uma série que, se conseguir manter uma postagem semanal (como pretendo), deverá durar vários meses, não faltam grandes violonistas para escolher. O primeiro é Raphael Rabello, morto precocemente e dono de um talento incomum até para os padrões brasileiros. Seu último trabalho, dedicado à música de Jobim, merece uma ida às lojas de discos (se é que ainda existem). No vídeo que segue, transforma Sampa de Caetano Veloso numa mini sinfonia de um só instrumento, emendando-a com Samba do Avião de Tom Jobim e criando um novo significado para a expressão "ponte aérea Rio-São Paulo"...
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
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